terça-feira, outubro 17

Wikipedia em hebraico - você conhecia?

MIDIA JUDAICA INDEPENDENTE
http://www.midiajudaica.blogspot.com


Wikipedia em hebraico - você conhecia?

Apesar de ser um terreno minado pela incompetência e intolerância a Wikipedia é um dos maiores fenômenos da Internet dos últimos dois anos. Tem muita gente séria trabalhando nos verbetes dessa enciclopédia livre de contribuição coletiva. Seu pior fator é a credibilidade: muitas pessoas e até mesmo pesquisadores se baseiam nos verbetes da Wiki para redigir seu material. Muitos não passam de propaganda.

Quando se entra na Wikipedia em geral por www.wikipedia.org somos apresentados às versões de línguas abrangidas: inglês, alemão, francês, japonês, polonês, italiano, sueco, espanhol, português e holandês. O menú dá as mesmas opções.

É claro que você não sabia, mas a Wikipedia também tem um ramo em hebraico. Se alguém se meter por lá e conseguir descobrir quando começou e quantos verbetes possui, mande para mim para completarmos essa matéria.

http://he.wikipedia.org/

 José Roitberg - jornalista

O pior programa de TV da história - video

Esse programa foi ao ar em 26-set-2006 no canal 6 da NET RJ (comunitário) e se você tem sua própria difinição do que é TV de má qualidade precisa ver isto. Foi 1h30m do que mostramos. O arquivo não está editado: apenas as legendas foram colocadas. Os erros e cortes estão como foram transmitidos. 9 minutos

http://www.youtube.com/watch?v=3IVBRVntMFc

Teste nuclear da Coréia do Norte mata mais de 1 milhão de pessoas

Teste nuclear da Coréia do Norte mata mais de 1 milhão de pessoas

Por que Israel e Japão precisam se preocupar com uma Coréia do Norte atômica? As notícias e avaliações da situação atual estão muito superficiais e uma perspectiva histórica é fundamental. Vemos na TV os japoneses muito preocupados com norte-coreanos. Há motivos para isso?

Praticamente todos os historiadores, escritores e jornalistas disseminadores de informações e opiniões usam a invasão da Polônia, em 1939, como data do início da Segunda Guerra Mundial. Eu não concordo e nunca concordei. Também colocam a Guerra no Pacífico, como um conflito se segunda classe, parte da Segunda Guerra e iniciado em dezembro de 1941, com o ataque japonês contra Pearl Harbour. Também não concordo com isso. Mantendo o calendário dessa forma, retira-se importantes elementos do entendimento daquele conflito. E se pouco se ensina sobre o conflito, o que dizer do que girou antes e em torno dele?

Trazer a Segunda Guerra para 1939, é retirar do processo as anexações da Áustria e Tchecoslováquia; retirar do processo as leis raciais de Nuremberg contra os judeus; e a Noite dos Cristais, onde TODAS as sinagogas da Alemanha e Áustria foram atacadas. Marcar a Guerra do Pacífico em dezembro de 1941 é incorrer num grave erro que nos leva a incompreensão do medo japonês de um ataque nuclear por parte dos norte-coreanos.

Não ache que este cenário é improvável: lembre-se da Iugoslávia. Quando se fragmentou na queda do comunismo local, a primeira coisa que os cristãos sérvios fizeram foi uma guerra de extermínio contra os muçulmanos bósnios, que apoiaram o regime nazista, perseguindo judeus e cristãos na região. No início dos anos 1940, os cristãos sérvios estavam apontando para o comunismo, sobre a liderança de Tito que os comandou, em guerrilha, até o fim do conflito. Mais de 40 anos depois, as populações foram "a forra". Isso pode acontecer na Ásia. Vamos ver a cronologia do problema japonês e por quê afirmo que a Guerra do Pacífico é muito anterior à 1941.

1894 – Japão entra em guerra com a China e a derrota em apenas nove meses.

1895 – Pela derrota, a China cede a ilha de Taiwan para o Japão que a ocupa até 1945

1904 – Japão entra em guerra com a Rússia, que é derrotada em 1905, perdendo parte de seu território siberiano na costa do Pacífico.

1907 – Japão invade a Coréia provocando uma guerra de três anos. Em 1910 a Coréia é derrotada e o Japão a ocupa até 1945 – é aqui que está a origem do medo japonês de um ataque nuclear norte-coreano. Como todas as ocupações fascistas japonesas, esta foi brutal e covarde. Os japoneses tinham suas próprias teorias raciais onde se consideravam como "superiores com poder emanado dos deuses" e todos os outros povos eram racialmente inferiores.

1914 – Japão se alia à Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, mas existe pouquíssima documentação sobre a sua real participação no conflito.

1919 – Estando do lado vencedor, o Tratado de Versalhes dá aos japoneses ainda mais territórios (ex-alemães) no Pacífico.

1931 – Japão invade novamente a China (Manchúria) e instala um governo chinês fantoche (até 1945).

1936 – Japão assina um tratado anti-comunista com a Alemanha e no ano seguinte com a Itália, formando "O Eixo".

1937 – Japão ataca novamente a China e após um ano de combates, ocupa Shangai, Pequim e Nanjing – fontes conservadoras citam mais de 300.000 civis mortos pelas tropas de ocupação – não em combates. O estupro de "civis inferiores" era considerado normal para as tropas japonesas e há farta documentação sobre civis em Shangai sendo utilizados (vivos), pelos japoneses, como alvos para treinamento de ataques com baionetas.

1940 – Com a queda da França sob a Alemanha Nazista, o Japão ocupa a Indochina Francesa (Vietnã).

1941 – Ataque japonês contra Pearl Harbour

1951 – Apenas depois de seis anos do final da Segunda Guerra Mundial é que o Japão assina o Acordo de Paz com EUA e URSS.

Bom, dá para perceber que o Japão esteve em sua guerra única de 1894 até 1951, fator muito desprezado no ensino da história.

Desmilitarizado, o Japão continua com tropas de ocupação/auxílio americanas estacionadas lá até hoje, bem como a Coréia do Sul. Sem força aérea, marinha ou exército decente, o Japão mantém-se um estado independente-ocupado.

Normalmente a Coréia do Norte filma, fotografa e mostra seus sucessos. Até agora não mostrou nada de seu primeiro teste nuclear. Os analistas discordam. Alguns apontam não ter havido explosão nuclear, mas vamos admitir que houve. A intenção teria sido de uma bomba de 4 kton ("quilotons" - equivalente a 4.000 toneladas de TNT – um caminhão-bomba grande tem uma tonelada de explosivos, para você ter uma idéia melhor). A bomba lançada sobre Hiroshima tinha 15 kton e a de Nagazaki, 24 kton. Portando a arma norte-coreana é um traque-nuclear. As bombas grande atuais são medidas em "mton" ("megatons" – milhões de toneladas).

Quem explode uma bomba atômica não explode nenhuma. É preciso mostrar-se capaz de produzir outras bombas e fazê-las explodir. Portanto, precisamos esperar o segundo teste e talvez alguns outros. A Índia, fez seis. O Paquistão fez três. Mas devemos ficar aliviados por uma bombinha de 4 kton ou nos sentir ameaçados?

Ameaçados! Essas bombas "fracas" são dimensionalmente pequenas e cabem num projétil de artilharia pesada (bala de canhão): são armas táticas e não estratégicas. Não visam evaporar cidades, mas atacar áreas restritas, portos, instalações militares, movimentos de tropas, sempre alvos limitados. No momento, são mais importantes que armas nucleares estratégicas – aquelas de "megatons". Pelo seu pequeno tamanho podem ser transportadas em malas ou mochilas, pesando, talvez entre 15 e 25 kg somente. Também há outro fator: com a mesma quantidade de urânio enriquecido ou plutônio se faz mais bombas menores...

Neste ano, o Irã recebeu mísseis de longo alcance (2.000 km) comprados na Coréia do Norte. Isso veio de navio, através do Golfo Pérsico controlado pelos EUA, como comércio legítimo. Quem nos garante que não vieram ogivas nucleares junto? O que foi explodido semana passada não estava pronto há seis meses atrás? E desenvolvendo armas atômicas táticas, quem pode garantir que a Coréia do Norte não as venderá? Estamos falando de um regime que tem como produto de exportação, drogas e notas de dólar novinhas, praticamente iguais as do Tesouro americano... Nem se pode considerar como falsas, pois são verdadeiras, apenas feitas fora dos EUA...

Mas este primeiro teste, de meros 4 kton foi a explosão mais devastadora entre as outras 2.000 armas nucleares detonadas na história da humanidade: matou mais de 1 milhão de pessoas. Não matou com ferro, fogo ou radiação: matou de fome! Faz exatos 10 anos que o regime criminoso da Coréia do Norte, cujos cidadãos não fazem a mínima idéia do que sejam os outros países e de como é o mundo real, falido por sua corrida armamentista unilateral, deixou que mais de 1 milhão de seus cidadãos morressem de fome no inverno. A tragédia foi tão grande que a população civil é alimentada por doações através da ONU ou diretas da Coréia do Sul, EUA, China e União Européia.

Enquanto o mundo se compadece com os norte-coreanos famintos e empurra recursos goela adentro do país, o governo Ill aproveita os recursos financeiros que não precisa gastar para alimentar seu povo e investe em mais armas, mais mísseis e num programa nuclear que no começo de 2006 era declarado para fins pacíficos e sem intenção de produzir armas nucleares.

As sanções da ONU entram em vigor com a chegada do inverno por lá. Ninguém sabe, depois de 1996, quantos norte-coreanos pagaram com a vida por essa bomba que está sobre nossas cabeças, mas, doutrinados desde o berço, não se importam em dar sua vida por um comunismo hereditário, pois julgam que esse é o único modo de vida que existe. Lamento pela sorte que o destino reserva aos norte-coreanos, pois se desenvolver e chegar ao nível de seus parentes do Sul parece não ser mais uma opção.

Com as fracas sanções, outros países já se assanham. A ONU deu péssimos recados: desrespeitem os acordos e tratados, e serão punidos com outro pedaço de papel; Irã, se não conseguimos acertar a situação com a ridícula Coréia do Norte, vocês podem fazer o que quiserem; e mundo, escolher um secretário geral sul-coreano quando o problema maior é a Coréia do Norte significa o conflito e jamais o acordo, pois a Coréia do Norte não irá reconhecer a secretaria geral como legítima interlocutora.

 José Roitberg – jornalista 

terça-feira, setembro 12

Candidato do PSTU defende o fim de Israel

Uma das coisas que mudaram desde 9/11 foi o posicionamento das esquerdas radicais no Brasil e no mundo. Mesmo com os EUA ocupando militarmente o Iraque, mesmo com o Egito recebendo o dobro da ajuda financeira atual que Israel recebe, mesmo que os EUA financiassem a Autoridade Palestina até o Hamas chegar ao poder, a culpa é de Israel. Há 4 anos atrás, o discurso do PSTU, grupo que congrega o maior número de participantes nas manifestações anti-americanas e anti-israelenses no Brasil, era "judeus não existem como religião", "queremos uma Palestina laica, sem o judeus ou os muçulmanos". Nesta eleição o discurso é outro: "Pelo Fim de Israel". Isso não é mais crítica! É racismo e anti-semitismo explícito, pois não há com Israel deixar de existir sem o extermínio de sua população judaica.

Lembre que o PSTU controla praticamente todos os sindicatos de funcionários das universidades públicas no Brasil e boa parte dos sindicatos de professores. E é justamente um professor, um educador, Julio Cezar Leirias Flores, professor do ensino público médio e fundamental, servidor público, pago com meu imposto retido na fonte e com o seu, candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul que fez o discurso no vídeo abaixo, SEM SER PUNIDO PELO TRE ou pelo TSE, como se fosse a coisa mais comum e políticamente correta. É gente como esse candidato, infiltrada nas insituições de ensino de todo o país que fazem parte da grande máquina de criação do racismo anti-judaico de esquerda no Brasil.

Note direto sua primeira frase: "Os Estados Unidos financiam Israel para agredir os árabes e explorar petróleo". Ao longo de 2006, vemos essa grande mentira dita sem parar pela propaganda de esquerda: "Israel foi estabelecido para os EUA controlarem o petróleo do Oriente Médio". Não param de falar isso! Não importa que Israel, Egito, Líbano, Síria e Jordânia não tenham praticamente nada de petróleo. Como a maioria das pessoas não tem boa noção geográfica, acabam achando que Israel "controla" o que acontece no Golfo Pérsico, no Irã, na Arábia Saudita e mantêm-se a falácia de que aquela região é a que produz mais petróleo no mundo, quando não é.

Avise sobre esta página para todos os que puder ou envie copie e cole o link a seguir e envie por email, com a explicação

http://www.youtube.com/watch?v=n8KPzBKsp0g

(vídeo colocado na web por Causlos, a quem agradecemos por este registro)

segunda-feira, setembro 4

Irã descobre a cura do câncer e da Aids

Numa entrevista levada ao ar por um dos canais estatais iranianos, um físico nuclear de lá justifica o programa nuclear do país dizendo que seus cidadãos serão tratados e curados do câncer e da Aids com "água pesada, como é feito em diversos países". Esse é um programa interno do Irã e mostra o que a propaganda estatal pode fazer para enganar toda uma população. É claro que a mídia internacional desproporcional, opta por não divulgar este tipo de notícias, mas é para isso que estamos aqui! (4m20s com áudio e legendas em português).

http://www.youtube.com/watch?v=stgOBoCK3i0

segunda-feira, agosto 28

Educação Muçulmana - Basmallah - video 2m34s

O vídeo abaixo foi ao ar pela TV estatal IQRA da Arábia Saudita no ano de 2002. Acompanhando o que se tornou o fundamentalismo islâmico de lá para cá, pode-se ver como as coisas realmente são e como os governos criam suas gerações de populações para odiar os judeus, mesmo que nem haja judeus na Arábia Saudita. É bom que se diga que em 2002, havia cerca de 50.000 soldados americanos estacionados na Arábia Saudita. (legendas em português)

http://www.youtube.com/watch?v=TDmkvW2UJx4

domingo, agosto 13

Continuamos de pé! - vídeo

O vídeo abaixo foi produzido por "mcasoy" a partir de uma das mais lindas canções de Sarit Hadad. Legendas em espanhol (4m40s).

sábado, agosto 12

Khanatha Banouna - Al-Jazeera TV - 08-ago-2006 - video

Escritora marroquina Khanatha Banouna: "Nós precisamos de milhões de Hasan Nasrallahs e Osama bin Ladens" (1m38s)

http://www.youtube.com/watch?v=AnRpe8uhuV4

sábado, agosto 5

Ahmadinejad: "Morte a Israel" - 02-ago-2006 - video

Ahmadinejad "Morte a Israel" (1m21s) 02-ago-2006 Discurso do presidente do Irã pela TV estatal em 2 de agosto de 2006

http://www.youtube.com/watch?v=Nx6tcfqDXAc

segunda-feira, maio 8

NAZISMO NO MEIO ESTUDANTIL EM SANTA CATARINA

Estudantes gaúchos que participaram do VIII Encontro Regional de Estudantes de História (VIII EREH Sul), nos dias 21, 22 e 23 de abril, em Joinville, Santa Catarina, denunciam que, nesse encontro, no qual se reuniam mais de 100 estudantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, desde o seu início foi percebida a presença de estudantes neonazistas, um deles com uma suástica tatuada no peito e utilizando cadarços brancos nas botas.

Esses estudantes se declararam seguidores do nazismo, o que causou grande desconforto entre os participantes do encontro, em especial por causa das provocações, como as saudações nazistas com o braço levantado (Heil Hitler). Em função da presença desses neonazistas no encontro, os participantes do mesmo redigiram uma proposta de resolução para ser votada na plenária final.

Para surpresa geral, uma parte significativa dos participantes defendeu a presença dos estudantes neonazistas.

Para o editor de Videversus isto não é nenhuma novidade. Em muitas universidades de Santa Catarina estes grupos nazistas estão em plena atividade .


Em Joinville, os estudantes da Univille, organizadores do encontro, foram coniventes com a presença desses neonazistas e os defenderam durante a plenária final do encontro.

A denúncia é assinada pelos estudantes gaúchos Anelice Bernardes, Daiane Marçal, Paulo Guadagnin e Tiago Maciel. É conveniente que a Polícia Federal passe a proteger estes estudantes e que abra uma investigação em profundidade sobre a atuação de grupos nazistas em universidades catarinenses.

Devem ser investigados também grupos nazistas compostos de professores em algumas das instituições educacionais catarinenses de terceiro grau. O Brasil vai ficar estarrecido quando for concluída a investigação. Os estudantes gaúchos que fizeram a denúncia sobre a complacência da Univille com o neonazismo dizem que tornaram tudo público para evitar que ocorra qualquer tentativa de presença dos neonazista s no Encontro Gaúcho de Estudantes de História, que acontecerá no dias 21, 22 e 23 de julho, no campus do vale da Ufrgs, e que terá como tema a abertura dos arquivos da ditadura, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça. Esses estudantes gaúchos são muito valorosos. Eles dão esperança de que as coisas não estão perdidas no Brasil. Mas a Polícia Federal precisa se mexer. O sistema educacional catarinense, em algumas regiões, está minado pelo nazismo.

Jornalista Vitor Vieira

Diretor-Editor de Videversus
(51)9652-4645
videversus@videversus.com.br

www.videversus.com.br 04.05.2006


sábado, maio 6

Irã atômico e profecias do fim do mundo

Se você é das pessoas que acredita em profecias de fim do mundo, guerra final entre o bem e o mal, poderia considerar por um instante a curiosa coincidência fonética entre o nome

Ahmadinejad

e o nome da batalha final do Apocalipse

Armagedon

Ah, sabem aquela coisa que saiu na coluna do Ancelmo no Globo, do instante que nunca mais se repetiria na história, 01h02m03s do dia 04/05/06? É claro que se repete a cada 100 anos e nada demais aconteceu. Mas se você está entre os crentes destas coisas numerológicas, comece a se preocupar com o dia 6 de junho, pois teremos uma conjunção numérica mais interessante:

06h06m06s 06/06/06...

Considere ainda que este tipo de conjunção não é apenas um momento, um segundo, pois ao longo do dia, a cada segundo, uma faixa do planeta estará neste exato instante que dura 24 horas...

Só brincadeirinha...

judeu

sexta-feira, maio 5

Ataque nazista no centro de Israel

A "Grande Sinagoga de Petah Tikva" foi invadida e suásticas foram pichadas no chão, nos rolos de Torah e em diversos locais. De forma totalmente imprópria para um jornalismo em país com liberdade de expressão, mas com rabo preso, o jornal Haaretz, que divulgou a notícia para o mundo, omitiu, intencionalmente, que as suásticas estavam acompanhadas por cruzes, como se pode ver em várias das fotos.

A grande pichação, errada, no piso de entrada "RAMSSTIN", onde quem pichou ficou na dúvida se era com um "s" ou dois, aponta para fãs de um controverso grupo musical alemão, fundado em 1994 por alemães orientais, chamado "Rammstein für Deutschlernende". Muitas vezes, nas traduções e adaptações para outras línguas, o grupo acaba sendo chamado de "Ramstin".

Mesmo dentro da cultura punk e skinhead não há uma definição clara se esse grupo musical é ou não nazista. Para os punks, é. Para os skins mais radiciais, o "Rammstein" é anti-nazista, tendo seu líder dado várias entrevistas onde chamava Hitler de idiota.

Mas o "Rammstein" é apontado como nazista, por trechos de algumas de suas letras e pelo uso de partes dos filmes de Leni Riefenstahl, a cineasta de Hitler, em seus vídeo-clips. Os dois autores do Massacre de Columbine, de ideologia abertamente nazi, eram fãs de "Rammstein", que só canta em alemão, e possuíam seus álbuns.

Como a maior parte da mídia, o Haaretz deixa o raciocínio e relação com fatos anteriores de lado. No ano passado foi preso um jovem morador de Ariel, junto com a mãe dele. Depois de 18 meses no exército "descobriram" que ele tinha uma imensa suástica vermelha tatuada no braço esquerdo, marca dos skinheads russos. Na prisão, a mãe, que veio com o filho ainda pequeno na aliah russa, declarou-se abertamente nazista e defendeu as posições do filho.

A polícia disse que apreendeu o computador do rapaz, e fez ligações com um grande círculo de imigrantes russos não judeus nazistas dentro de Israel, mas a censura existente para este tipo de assunto, fez com que não houvesse o desenrolar da situação na mídia.

Nazistas em Israel

Na época de tal prisão, o mais trágico foi a polícia declarar que não tinha como manter mãe e filho presos, pois NÃO HÁ LEIS ANTI-NAZISTAS EM ISRAEL. Os fundadores e décadas de legisladores acharam que Israel estava livre de nazistas e não precisava de leis, tanto que o Mein Kampf em hebraico pode ser comprado até na livraria do aeroporto...

Mas os tempos mudaram. Nazistas presos e soltos sem acusação! Nazistas invadindo sinagogas nos arredores de Tel Aviv como se estivessem na Ucrânia! Basta! Atacar uma sinagoga no centro de Israel na noite de Iom Hatzmaut??? O Haaretz não fazer essa ligação??? O Knesset está brincando! Será que não há um parlamentar judeu para levantar uma bandeira anti-nazista dentro de Israel? Nem os comunistas do Meretz? Caramba: judeu comunista tem que ser anti-nazista! Não há opção!

Mostrando uma falta completa de entendimento do cristianismo, do uso por certos setores nazistas do cristianismo radical, o porta-voz da polícia declarou ao Haaretz, e o jornal publicou, ambos de forma ignorante, que é possível que "o vandalismo tenha sido feito por adoradores de satã"!!! Será que esses ignorantes nunca ouviram falar em "666" e "cruzes invertidas" o que caracteriza o grupo citado? É uma vergonha de tentativa de dissimular a realidade dos atacantes.

Israel tem que admitir que há nazistas por lá, que a Agência Judaica é responsável pois eles emigraram legalmente para Israel e que não é possível um sujeito com uma suástica no braço passar pelo exame médico de admissão no IDF e levar 18 meses, sem camisa, usando camiseta, tomando banho, até alguém perceber...

Covardia

Acham que a ignorância termina por aí? Não termina não! As pichações foram encontradas pelos freqüentadores da sinagoga no dia 4 quando chegaram para a reza matutina às 04:30h. Ofendidos, os judeus deixaram a sinagoga SEM REALIZAR AS ORAÇÕES! O que é isso? Dar a vitória aos nazis? É claro que as orações deveriam ser feitas e um discurso duro, uma nota oficial duríssima contra o nazismo deveria ser emitida. Mas os judeus ficaram com medo, choraram e foram embora. Quando judeus ficam com medo de nazistas dentro de Israel é porque a identidade, a lembrança do Shoá, o Izkor se perdeu, pelo menos para essas pessoas.

Ficar parados por um minuto quando as sirenes soaram em Iom Hashoá, eles certamente ficaram. Mas responder adequadamente a um punhado de tinta preta... Melhor chorar... A colônia judaica de Petach Tikva "A Porta da Esperança" é uma das mais antigas da história moderna dos judeus, fundada em 1878. Já deviam ter aprendido a usar a fechadura correta...

Rezar em sua casa, cercados por suásticas, seria a afirmação de "vocês não nos atingem", mas ir embora significa um despreparo ideológico inimaginável 60 anos depois do fim do Holocausto.

O líder da congregação, Avraham Dolberg declarou: "As pessoas estavam de pé chorando. Elas nunca testemunharam uma coisa dessas em suas vidas – uma sinagoga pichada por todos os lados, em todas as paredes. Nenhuma parede foi deixada sem uma suástica".

Tranca na porta arrombada

Dolberg também declarou que a sinagoga foi atacada por vândalos várias vezes nos últimos meses, "principalmente por crianças" (a tola desculpa normal), mas o vandalismo se intensificou nos últimos dois meses, quando fezes humanas foram encontradas ao lado do Aron Hakodesh.

Tem uma pergunta para você fazer: "Será que é tão difícil assim haver policiamento na "Grande Sinagoga de Petach Tikva" quando há atos continuados de vandalismo? Tem tanta gente desempregada por lá, tanta gente com serviço militar e esse Dolberg e outros membros da congregação não se tocam que precisam, pelo menos de um vigia noturno?

O comunicado oficial do escritório de Jerusalém da Anti-Defamation League, chamou o ataque de "fenômeno"… Fenômeno é o raio que parta o burocrata que escreveu isso. Nazista é nazista! Fruto de propaganda, de falta de lei na internet e de falta de políticas de combate ao ódio racial! Naizsta é organizado. Nazista faz lista de judeus, de lojas de judeus e de insituições judaicas, se preparando para uma Noite dos Cristais no século 21. Fenômeno...

judeu

segunda-feira, maio 1

Entenda o que esta por trás do terrorismo suicida muçulmano

A ingenuidade precisa acabar! Todos os ocidentais tem que entender o que é a Jihad atual como e onde ela surgiu, quem a patrocina e terminar de vez com os aspectos sociais e políticos da questão. O termo árabe allah (deus) não será usado para que o texto seja compreendido em português como seria compreendido em árabe, sem contaminação de palavras-icones.

A primeira grande pergunta é: por que muçulmanos matam muçulmanos e continuam achando vão ao paraíso? Isso não é expressamente proibido no Corão? É! A palavra "inferno" aparece 97 vezes no Corão.

Curiosamente, a proibição de matar um muçulmano está no capítulo "A Mulher" em (4:93) – " E para qualquer um que matar um crente (muçulmano) intencionalmente, sua punição será o inferno; ele vai morar lá, e Deus vai enviar sua ira sobre ele e amaldiçoá-lo, e preparar para ele uma dolorosa punição". Note que "qualquer um " se refere a crentes e infiéis indistintamente. Esse verso também é claro quanto à isenção de culpa em acidentes, mas não em sentenças de morte.

Mais adiante temos (4:115) – " E qualquer um que agir de forma hostil ao profeta depois da orientação (crença no deus único e no profeta) se manifestar nele, e seguir outro caminho diferente do dos crentes, nós (os crentes) vamos torná-lo no que ele tornou a si mesmo (infiel) e vamos fazê-lo entrar no inferno, um lugar de encontro do mal ".

Bom, a partir desses dois versos revelados à Maomé, foi criada uma ideologia chamada Salafi (ou Salafismo) e seu prolongamento mórbido, Takfiri (ou Takfirismo). A transliteração (não a tradução) das diversas formas do árabe para línguas latinas ou européias é confusa, como a do hebraico, gerando várias formas corretas. A palavra na qual todos precisam ficar ligados é " KAFIR" ou "KUFAR", que significa "infiel". Ela apareceu muito nos cartazes contra os cartuns de Maomé. Ou seja, dentro dos islã existem muçulmanos e kafiris. Você já deve ter percebido onde vou chegar.

Takfiri é aquele que determina que fulano de tal é um kafir. Entendeu? Existe um tipo de muçulmano, que baseado em 4:115 e em alguns outros versos, atribui o caráter de "infiel" de "descrente" a outro muçulmano. Takfiris acabam sendo clérigos sem formação teológica, auto-nomeados em suas próprias seitas e interpretam as ações de outros muçulmanos como sendo contra ou a favor do profeta ou de deus. Vamos a alguns exemplos.

Policiais iraquianos colaboram com americanos: são determinados como infiéis. Civis vendem mercadorias e não fazem greves ou não apóiam a resistência iraquiana: são infiéis. Mulheres muçulmanas andam com rosto descoberto: são infiéis. Governantes e líderes políticos fazem ou tentam fazer acordos com ocidentais: são infiéis. Príncipes e outros membros de famílias reais tem fortes laços comerciais com ocidentais: são infiéis. E por aí vai.

Para um membro de seita takfiri a possibilidade de denominar outros como infiéis é enorme e irrestrita. Qualquer muçulmano pode ser "transformado" em infiel à revelia enquanto vivo, diferente dos mórmons convertendo judeus depois de mortos, mas de forma semelhante, mostrando que essa "conversão" em ausência não é exclusividade do takfirismo. Quem é convertido sem saber, nunca fica sabendo e não tem o direito de se defender. Aliás, os infiéis só possuem o direito de morrer e ir para o inferno.

Mas foram os muçulmanos que criaram esse sistema? Não. Isso é coisa da Igreja Católica e começou na Primeira Cruzada, se estendendo até a última, feita pelos exército português no Norte da África. Há um "não matarás" (mais corretamente – não assassinarás) que acompanha os Cruzados, além de todos os pecados como: roubo, saque, estupro, tortura etc. Como então, em nome de deus, tais exércitos também ignoraram os mandamentos da religião pela qual lutavam? Havia um documento chamado de "Bula Papal", onde o Papa da vez absolvia por antecedência todos os pecados que viessem a ser cometidos pelos Cruzados enquanto em missão pela Igreja. Isso é muito bem documentado.

É o takfirismo ao contrário. Meu líder religioso me absolveu de todos os pecados que eu vier a cometer, portanto posso cometê-los sem receio de ir ao inferno ou morrer sem ser absolvido. Meu líder religioso determinou que aquelas pessoas as quais eu vou matar não são mais muçulmanas, são infiéis, são kafiris e pela minha religião tenho o dever de levá-las ao inferno.

Quando o takfirismo começou?

É aqui que a coisa pega. O que eu estou expondo, é novidade para você, mas há livros escritos sobre o assunto que ninguém quer enxergar. Tudo se resume à Guerra do Yom Kippur (1973). Era a guerra definitiva pela libertação da Palestina e pela expulsão dos judeus do Oriente Médio. Perderam. Israel se superou e venceu. A partir daí vem os acordos de paz com o Egito, que resultaram, em 1981, no assassinato de Anuar Sadat, presidente egípcio numa parada militar onde soldados saltaram de blindados e atiraram contra o palanque presidencial matando e ferindo várias pessoas.

Por que os fatos estão encadeados? 1973 árabes perdem a guerra; 1976 acordo de paz Egito Israel; 1979 União Soviética invade Afeganistão e Khomeini toma o poder na Pérsia, transformando-a no Irã; 1981 assassinato de Sadat; 1982 o Hamas é fundado.

Durante anos o ataque a Sadat foi atribuído à Irmandade Muçulmana, fundada por Hassan al-Banna, desde então, durante perseguida no Egito e responsável por outras dezenas de ataques contra chefes de estado e turistas. Hoje se sabe que Sadat foi denominado infiel por um sheik takifiri e executado como não muçulmano: seu crime foi fazer acordo com os judeus. Um dos planejadores do grupo que executou seu assassinado foi o médico egípcio Al Zawahiri, hoje o número 1 da Al Qaeda, se Osama estiver morto.

A coisas estão começando a juntar? Está percebendo porque a Al Qaeda não se importa em estraçalhar muçulmanos, em atacar na Arábia Saudita, no Iraque, no Líbano, na Jordânia, no Afeganistão, no Paquistão, na Indonésia e em outros lugares? Está percebendo porque na Argélia os grupos que foram lutar contra os russos no Afeganistão comandados por bin Ladden, Zawahiri, Khalid Sheik Mohamed e o Mulah Omar, voltaram para a Argélia, se incorporaram ao GIA (Grupo Islâmico Armado) e atacavam aldeias indefesas decapitando todos os seus moradores, fazendo propaganda da morte de crianças e mulheres como isso fosse o bom islã? Está percebendo porque a Al Qaeda já decretou a sentença de morte dos dirigentes dos países árabes? É tudo uma questão da ideologia do takifirismo salafi. Todos os condenados e todos os que morrem não são mais muçulmanos antes do começo da missão de ataque, portanto o inferno está descartado para o suicida e o paraíso continua assegurado por ter assassinado apenas infiéis.

Entram nessa sopa ideológica suicida os membros mais extremistas desde o Hamas, ao Abu Sayaf das Filipinas, passando pelo Hezbollah, pelos chechenos, pelos separatistas da Cachemira.

O takfirismo é uma cisão dentro do salafismo. Estamos falando apenas dos últimos 30 anos. É apenas uma geração de propaganda, recrutamento, ensino e ação. O salafismo foi criado na Arábia Saudita e é responsável pela interpretação extrema do islã, com a obrigação das mulheres andarem cobertas, com a proibição delas dirigirem carros, estudarem etc. Seu ápice foi o regime Taliban. O salafismo também nutre um ódio mortal contra cristãos e judeus. Existe uma estimativa – impossível de confirmar – que hoje, cerca de 15% dos mulçumanos, cerca de 200 milhões de pessoas seguiriam a linha salafi ou a apóia ativamente com dinheiro ou proselitismo.

A maioria dos salafis não apóia diretamente o terrorismo, mas todos os terroristas (incluindo Osama bin Laden) e grupos armados muçulmanos atuais seguem o Salafismo, e fazem parte de sua ala mais extremista, o takfirismo. Não é a toa que a estatística dos suicidas colhida no Iraque aponta para 70% de sauditas e 15% de sírios. Iraquianos mesmo, quase nenhum: iraquianos são as vítimas. Quase todos os terroristas do 9/11 eram sauditas.

Wahhabis e salafis

O salafismo é uma heresia islâmica fundada no século 18 por Muhammad 'Abd al-Wahhab na Arábia Saudita. O movimento wahhabita, depois de muitos insucessos, chegou ao poder em 1932 com o fundador da dinastia saudita, o rei Muhammad Ibn Sa'ud, mas ficou restrito ao reino saudita durante várias décadas. Ainda hoje, o órgão central do salafismo, a Hayat al-Da'wa, liderada por 'Abd al-Rahman Aal al-Sheikh, está sediada em Riad.

Foi só em 1979, com a invasão soviética do Afeganistão e a Revolução Iraniana, que o wahhabismo começou sua expansão internacional com o nome de salafismo. Os responsáveis diretos pela sua divulgação e expansão, que pretendia então conter a ameaça soviética e xiita no mundo muçulmano, foram a Arábia Saudita, que forneceu a ideologia, os fundos e os pregadores; o Paquistão, que forneceu a logística, as armas, a organização das escolas islâmicas (madrasas) e os campos de treinamento militar para os militantes; e os Estados Unidos, que por sua vez deram sua aprovação e participaram do planejamento da operação.

Muitos dos mujahiddin afegãos e dos militantes internacionais que lutaram contra os russos (como o próprio Bin Laden e muitos seguidores da al-Qaeda) foram formados e treinados naquela época, com a ideologia salafi. A criatura acabou virando-se contra o criador, e para os EUA e seus aliados o movimento transformou-se num perigosíssimo monstro fora de controle. Não se pode esquecer que por várias vezes o Irã quase invadiu o Afeganistão taliban, por achar a interpretação islâmica muito radical pelos talibans e que no meio disso houve a Guerra Irã-Iraque, onde o Iraque atacou o Irã de Khomeini num conflito de 10 anos.

Os fundamentalistas armados viram na queda da União Soviética depois do fracasso no Afeganistão uma vitória das forças islâmicas, e decidiram continuar essa luta vitoriosa abrindo outras frentes: Bósnia, Albânia, Kosovo, Chechênia, Daguestão, Cachemira, no que alguns analistas chegaram a definir uma Internacional Islâmica, lembrando as Brigadas internacionais na Guerra Civil Espanhola nos anos 30.

Os mais extremistas criaram o movimento takfiri, conseguiram a independência em organização, financiamentos e armas, e passaram a considerar os Estados Unidos como a maior ameaça contra o islã, por ser a ponta de lança da cultura e mentalidade ocidentais, e fizeram deles o alvo prioritário das suas operações.

O que diferencia o wahhabi-salafismo, e mais ainda o takfirismo, do Islamismo, e por que dele acaba surgindo o terrorismo?

O wahhabismo nasce como uma tentativa de modernização do Islã, mas acaba negando seus principais fundamentos. Os salafis, em nome da autonomia pessoal e da livre escolha, negam todos os cânones dos textos sagrados islâmicos, com a única exceção do Corão.

Mesmo o Corão eles interpretam como lhes parece mais útil, sem aceitar os comentários posteriores, muitas vezes da forma mais literal. Outra novidade importante introduzida pelo salafismo é a possibilidade de promulgar "fatwas" (éditos para os demais muçulmanos) sem ser autoridades religiosas reconhecidas: assim, Osama Bin Laden e seu braço direito, Ayman al-Zawahiri, sem nenhum fundamento espiritual e sem nenhum direito religioso, proclamaram em 1998 uma "fatwa" que ordenava aos muçulmanos a guerra santa contra os americanos e os judeus. Renovada a toda hora na Internet e pela Al Jazeera.

Os salafis também são violentamente contrários à arte religiosa (por isso os talibans destruíram as gigantescas estátuas de Buda de Bamiyan e os salafis sauditas, vários edifícios sagrados da história do Islã), contrários à mística, à filosofia e à teologia, aos direitos da mulher, à liberdade religiosa e à tolerância, e mais em geral a todas as formas de cultura, civilização e pensamento ocidental.

Contrariamente a qualquer religião revelada, incluindo o próprio islã, o takfirismo incentiva o suicídio, e promete o Paraíso àqueles que se matam carregando junto vítimas indefesas, mesmo estes tendo cometido todos os pecados possíveis. Como escreve Oliveti no seu livro, "eles acreditam numa das mais monstruosas inversões que já cruzaram a mente humana: seus seguidores podem ser os piores possíveis, mas se matarem gente e morrerem junto, conseguirão a salvação eterna".

Por que o Salafismo, apesar de sua ideologia herética, sectária e iconoclasta, e o takfirismo, com toda sua violência delirante, conseguiram abocanhar tantos seguidores e tanto apoio no mundo muçulmano? A primeira resposta, segundo Oliveti, é a eficiência da máquina de propaganda criada pela Arábia Saudita e o fluxo de dinheiro colocado a serviço da ideologia Salafi.

Um exemplo disto: os sauditas financiam a construção de mesquitas no mundo inteiro, com a condição de que o xeque que tomará conta dela seja Salafi. Há milhares de xeques e autoridades muçulmanas locais, no mundo inteiro, que recebem vultosos salários em dólares para apoiar a causa do Salafismo.

No Brasil

No Brasil, a maioria das mesquitas que surgiram nos últimos 10 a 15 anos são regidas por salafis, o xeque que nelas opera é salafi, e boa parte das pessoas que as freqüenta, se já não são salafis, estão sujeitas à pesada propaganda e às pressões ideológicas, políticas e religiosas dos adeptos do salafismo. O que isto quer dizer? Quer dizer que mesmo aqui no Brasil, os muçulmanos que não se dobrem à mentalidade salafi, sejam eles simples fiéis de outros ritos ortodoxos ou praticantes do sufismo, poderão ser perseguidos, caluniados, excluídos do ensino muçulmano e das outras atividades e eventos da comunidade, afastados das mesquitas, e nos casos mais extremos até vítimas de agressões verbais e físicas, como já acontece em outros países.

Isto quer dizer também que pode haver no Brasil um número indefinido de pessoas ligadas ao setor mais extremista do salafismo, o takfirismo, que apóiam ativamente os movimentos extremistas e terroristas na Palestina e no Líbano (Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica Palestina) e até a al-Qaeda, como demonstra a estadia no Brasil em 1995 dos membros da cúpula terrorista, Osama bin Laden e Khalid Shaikh Mohammed.

Este apoio pode ir desde angariar fundos, até selecionar, recrutar e formar jovens para a luta armada, esconder e abrigar terroristas procurados, ou por fim fornecer material e locais para treinamento.Vários grupos terroristas islâmicos usam projetos e serviços sociais (escolas, hospitais, beneficência), mídia e editoras (principalmente revisionistas e de propaganda anti-semita e anti-americana), para sustentar e encobertar suas atividades ilegais, e especialmente para recolher fundos particulares e até públicos sem levantarem suspeitas.

Quantos são, por exemplo, os descendentes de palestinos, sírios e libaneses no Brasil – principalmente da área de Foz do Iguaçu, São Paulo e Manaus – que doam dinheiro para as atividades legais e benéficas do Hamas ou do Hezbollah? Quanto dos fundos doados ajuda a financiar o terrorismo? Quanto recolhem os salafis para a zakat (o dízimo muçulmano) no Brasil e quanto é redistribuído nas comunidades salafis do mundo inteiro (ou para os militantes takfiri), sem que haja o menor controle da sociedade?

A maioria dos sectários e prosélitos do salafismo mal sabe ler e nunca leu livros, nunca leu o Corão. A prática do "está escrito no Corão" é utilizada à exaustão. Mesmo a maioria dos próprios xeques salafi sabem pouco ou nada das doutrinas islâmicas, senão nem poderiam aderir a um movimento que distorce e manipula a doutrina sagrada e refuta seus exemplos mais elevados. Todos se contentam em seguir e adotar sem questionamento os ensinos e ditados primários que lhes são repassados por ideólogos e líderes sem escrúpulos, como os xeques Ibn Baz, al-Albani, Abu Hamza, Omar Bakri e outros.

O salafismo tira proveito da falta de cultura formal das massas muçulmanas, que foram perdendo suas características culturais, suas tradições, suas estruturas internas e seus princípios sob a pressão do mundo moderno e ocidental, para recriar e impor um islã pretensamente "universal", "purificado" de seus costumes locais e tradições antigas, e portanto adaptável a todas as sociedades, principalmente urbanas.

Os alvos do Salafismo não são as comunidades reais, ainda sólidas e estruturadas, mas os indivíduos isolados, produto do desmembramento de suas nações, coletividades, famílias, que buscam sua identidade perdida numa fé sem passado, sem fundamentos reais, sem verdadeiro conteúdo a não ser um fanatismo primário, cego e obtuso. Um dos alvos mais importantes são os convertidos ao islã, aos quais são apresentados os valores salafis distorcidos e não o islã tradicional. Isso vai ficando cada vez melhor documentado quando lembramos dos dois ingleses (convertidos) que atacaram um café cheio de jovens na praia de Tel Aviv, e dos ataques em Londres, nos quais três terroristas eram jovens muçulmanos na faixa dos 20 anos e um era jamaicano recém convertido ao islã, além de vários outros presos em Guantânamo, incluindo aí um monte de americanos convertidos ao islã.

Existe ainda uma última consideração. Paraíso e Inferno são eternos, pelo menos até o Dia do Julgamento Final. Ir para um ou para outro por uma interpretação de um verso é algo muito estranho. Mesmo que os suicidas não atinjam nem um nem outro de seus objetivos acabam entrando imediatamente numa eternidade tecnológica, um paraíso virtual, que é a Internet, cheia de páginas com fotos, vídeos e áudios dos suicidas e seus líderes, com canções e poesias feitas em sua homenagem, praticamente sem referência à suas vítimas, que continuam anônimas infiéis...

Espero que você tenha chegado até o final deste texto.

Links úteis para entender melhor a questão

Pesquisa do Corão em inglês por palavra chave - http://www.hti.umich.edu/k/koran/

http://www.aijac.org.au/updates/Apr-04/020404.html - imigração como arma dos takfiris

http://www.janes.com/press/articles/pc050131_1.shtml - recurtamento takfiri na Europa

http://www.pwhce.org/takfiri.html - definições e história

http://en.wikipedia.org/wiki/Takfiri - na Wikipedia

http://www.ict.org.il/inter_ter/orgdet.cfm?orgid=95 – ICT em Israel

http://www.americanenergyindependence.com/takfiri.html -história da Al Qaeda

http://www.globalsecurity.org/military/intro/islam-salafi.htm - salafismo

http://www.salafi.net/ - se você sabe árabe, vá direto à fonte

judeu

quarta-feira, abril 12

Ministro palestino ameaça matar praticantes da dança-do-ventre

Sharia nos Territórios

(AJN/Télam-SNI, ANSA e EFE - 07/abr/06) - O ministro da cultura da Autoridade Palestina, Attallah Abu al Sibbah, anunciou hoje que o Hamas pretende implementar a lei islâmica (sharia) em todo o território palestino, na vida cotidiana, incluindo a proibição da dança-do-ventre. O ministro disse, em entrevista ao jornal inglês The Guardian, que a intenção não é a de imitar o regime taliban do Afeganistão. Disse ainda que sua tarefa é "sanear os costumes palestinos de influências contrárias à sharia" e anunciou a segregação de sexos em locais públicos, o fechamento de casas de jogos e a proibição total de venda de bebidas alcoólicas.

"Na dança-do-ventre há mulheres semi-nuas e isso não é islâmico", alertou Al Sibbah. "Se o fenômeno (da dança-do-ventre) se estender, nossa gente poderia reagir matando essas pessoas ".

Al Sibbah disse que com parte das medidas culturais pretende reabrir três cinemas fechados desde 1987 pois eles "podem ser uma ajuda para a educação. Nem todo Hollywood é mal. Titanic é um bom filme, é humano", declarou o ministro.

obs mji: realmente é impossível se traçar qualquer consideração sobre o que vai acontecer com os palestinos ou por causa deles. Adotar a Sharia, segregar a mulher e dizer que não vão imitar os talibans chega a ser ingênuo. Agora, a massa palestina que votou no "cacareco" deles e elegeu o Hamas vai aceitar a opressão da Sharia? Uma das coisas que os regimes muçulmanos fundamentalistas como o do Irã e Arábia Saudita odiavam nos palestinos era exatamente seu caráter mais ocidental...

O alcance do que significa a Sharia nos Territórios é preciso ser bem entendido. Se aplicada com o rigor que o ministro quer (saneando o dia-a-dia), as igrejas cristãs ortodoxas podem ser fechadas e demolidas por lei, os locais históricos importantes para cultos judaicos e cristãos podem ser varridos do mapa, as mulheres deverão usar o shador (cobrindo-se inteiramente), poderão ser banidas das escolas e universidades etc. Um golinho de Arak, nem pensar...

Espero, sinceramente que o mundo, pois aí é um problema de todos, não permita em 2006 a segregação das mulheres palestinas. Separação de sexo em locais públicos significa: ruas, praças, restaurantes, transportes, praias, insituições oficiais, escolas, universidades etc. Quero ver também toda essa mídia militante de esquerda defendendo essa liderança palestina ou se omitindo solenemente enquanto Gaza se transforma em Kabul-no-Mediterrâneo... Na outra vez que isso aconteceu, e as mulheres afegãs foram massacradas pelos homens afegãos a esquerda se omitiu. Levantou-se apenas para chamar os americanos de nazistas quando resolveram acabar com o taliban!

Essa notícia chega no mesmo dia em que Arábia Saudita, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos anunciam que vão financiar a Autoridade Palestina sob o mando do Hamas garantindo entregar 50 milhões de dólares por mês ao Hamas! É óbvio que há uma relação direta entre as duas!

judeu

segunda-feira, abril 10

Um fim-de-semana no Oriente Médio

Não tenho dúvida de que você assistiu os noticiários de TV de quinta-feira para cá, leu algumas notícias de jornal e deu uma passada pela internet. Não uso esta coluna para desabafar, mas gostaria de compartilhar minha indignação com você.

Foram quatro dias de noticiário policial: Israel atacou Gaza com foguetes 1, Israel atacou Gaza com foguetes 2 e Israel atacou Gaza com foguetes 3. Sempre junto, vinha o texto, também indignado, dos jornalistas dos canais brasileiros, americanos, ingleses, espanhóis, franceses e portugueses sobre o ABSURDO dos Estados Unidos e União Européia pararem de financiar a Autoridade Palestina sob o controle do Hamas.

Nem uma só linha. Nem uma só frase sobre os países árabes produtores de petróleo passarem a enviar 50 milhões de dólares por mês para a AP. Quando se fala de "bias", de mídia tendenciosa, esse é um grande exemplo. Essa ajuda árabe está sendo omitida da população ocidental, da mesma forma que a ajuda americana e européia foram omitidas durante décadas. O discurso sempre era: "os Estado Unidos financiam Israel". Mas sempre financiaram os palestinos também, seja diretamente ou indiretamente através dos fundos de ajuda humanitária da ONU, praticamente bancados na íntegra pelos EUA, bancando a fraude internacional chamada de "campos de refugiados", mesmo sendo cidades completas.

Aqui cabe uma explicação. Pela ONU, populações que vivem em "campos de refugiados", têm direito à receber ajuda humanitária dos diversos organismos da ONU e de nações que queiram fazer. Ao perder o status de "campo de refugiados" as cidades palestinas perderiam o direito à essa ajuda, por isso permanecem neste status mesmo não sendo "campos".

Agora que a ajuda americana/euroéia vai terminar, canais como a CNN mostram alguns segundos de imagens de placas de obras em Gaza, carcomidas pela ferrugem, com a bandeira americana, ou as estrelas européias, mostrando quem está pagando o quê por lá. Mas são usadas para mostrar o absurdo que é interromper essas obras, quando nunca foram usadas para mostrar que essas obras existiam...

Neste fim-de-semana também não se falou um "ai" sobre a história principal que é o Hamas pretender implantar a sharia para todos os palestinos, pois é muito mais importante mostrar uma massa histérica correndo pelas ruas com o corpo de um menino de cinco anos, vítima infeliz de um ataque contra um carro que levava terroristas do Jihad Islâmico. Mas é infeliz mesmo, ou é massa de manobra educado para o ódio?

Assista este vídeo de 2002 (legendas em inglês) da TV da Arábia Saudita, com a entrevista de uma doce menininha de 3 anos de idade que possui a visão peculiar sobre os judeus que lhe ensinaram e é mostrada como exemplo no mundo árabe. Não há violência neste vídeo, apenas as doces palavras de uma menininha... E a apresentadora explicando que é assim que se educa a próxima geração de muçulmanos. (você pode clicar com o botão direito e "salvar destino como" para guardar essa preciosidade de demonstração de amor e tolerância no islã)

A sharia vem aí. E a mídia se cala. Semanas atrás o parlamento palestino, já controlado pelo Hamas anulou todas as deliberações políticas aprovadas pela OLP e válidas dentro do processo de paz e outras negociações. E a mídia se calou. Está sendo passada uma imagem de que o Hamas no poder é "culpa" da política israelense e não se fala nada sobre a política do Kadima de devolver o mais rápido possível a Cisjordânia e tentar acabar com essa situação aparentemente sem solução. Sabe qual será o primeiro assentamento a ser devolvido na nova fase? Exatamente Kedumin, alvo do terrorista palestino que assassinou Helena Halevy, seu marido e mais dois jovens.

Neste fim-de-semana, um dos convidados de William Wack no Globonews Painel, foi o professor Hilu da UFF, portanto um barba estilo Hamas, disse que a retirada unilateral da Faixa de Gaza foi uma agressão que não vai levar a nada. Disse que Israel tem que negociar com quem estiver no poder na "Palestina", não importando a facção. Disse que o Hamas não pode ser responsabilizado por ataques feitos por palestinos contra a ocupação ilegal. Disse que o reconhecimento da existência de Israel pelo Hamas não pode ser a primeira condição para a negociação, e sim deve ser o resultado final da negociação...

Vão aqui também nossos votos de parabéns ao cartunista racista, anti-americano, anti-israelense e anti-semita, o carioca Carlos Latuff que acabou de ser homenageado pelo Sindicato dos Tarabalhadores da Universidade Federal Fluminense, a mesma do professor Hilu, na última edição de março (248) do Jornal SINTUFF.

judeu

FIFA se pronuncia sobre o terrorismo, finalmente

(dados originais da agência EFE de 07/abr/2006)

Sem meias palavras ou caneleiras: Jerome Champagne, um grande FDP, secretário da presidência da FIFA, disse que o Comitê Executivo da FIFA estuda tomar medidas punitivas contra Israel pelo bombardeio de um campo de futebol na Faixa de Gaza.

Esse Jerome Champagne, declaou que "este bombardeio de um campo de futebol foi uma autêntica barbaridade", "Pedimos explicações à federação israelense", a ação foi "uma autêntica injustiça".

O ataque aéreo não fez nenhuma vítima, deixando apenas um enorme buraco no campo de futebol. Fontes israelenses informaram que o ataque não tinha como alvo a área esportiva. A missão era dissuadir ataques posteriores, após o aumento de lançamentos de mísseis a partir da Faixa de Gaza.

É assim, que segundo a própria nota da FIFA, a entidade e o futebol se mantém à margem da política. Tadinho do campo... Matar judeus, tudo bem, bola pra frente!

Ah, só para registro: a FIFA não se pronunciou nem emitiu nenhuma nota sobre as diversas matérias e entrevistas publicadas na Europa onde hooligans e neo-nazis ameaçam massacrar torcedores dos países árabes e muçulmanos na Copa da Alemanha...

judeu

domingo, março 19

CHACINA DE INOCENTES

* por Marx Golgher

(Publicado no jornal O Tempo, de Belo Horizonte, em 18 de março de 2006)

A crise deflagrada pela reação no mundo muçulmano à publicação de charges dinamarquesas com a figura de Maomé com turbante em forma de bomba produziu um tsunami de irracionalidades. Entre as reações, não faltou quem acusasse o Ocidente de se servir da liberdade de expressão para blasfemar contra o Islã, ignorando que as charges foram feitas em função do terror da guerra santa islamita, a Jihad, perpetrado em nome do profeta. O que nada tem a ver com religião, que significa tolerância, amor, justiça, fraternidade...

Vem evidenciar isso o sacrifício de inocentes brasileiros na Jihad. Lembrá-lo, ajuda-nos a entender as razões das charges dinamarquesas. Quem são esses brasileiros, e o que fizeram para serem massacrados em nome do profeta?

1) João José de Vasconcellos Júnior, engenheiro, trabalhava na construção de uma termoelétrica por empreiteira brasileira que iria beneficiar os iraquianos, quando foi seqüestrado por grupos terroristas do Islã, as Brigadas Mujahidin e o Exército de Ansar al Sunna; não se sabe seu destino.

2) Anne Marie Sallerin Ferreira, Ivan Fairbanks Barbosa, Sandra Fajardo Smiths e Nilton Albuquerque trabalhavam nas torres gêmeas de Nova York quando foram assassinados pelos aviões-bombas do profeta.

3) Sérgio Santos da Silva foi morto junto com 200 trabalhadores nas explosões dos trens urbanos de Madri.

4) O sargento Marco Antônio Farias foi assassinado no atentado de Bali. Servia à ONU no Timor Leste para garantir a independência do país, pondo fim ao genocídio de cristãos patrocinado pela Indonésia islamita.

5) Sérgio Vieira de Mello, um dos mais brilhantes diplomatas das Nações Unidas, foi morto na sede da organização no Iraque, quando tratava da defesa dos direitos humanos do povo iraquiano sob intervenção dos Estados Unidos.

Como se constata, nenhum dos brasileiros ofendeu o Islã. São todos inocentes. Mas jamais a Conferência Mundial Islâmica, tampouco a Conferência Árabe da América Latina, realizada no Brasil, manifestaram pesar ou pediram desculpas pelo ocorrido, embora proclamem uma grande amizade ao nosso país...

Os brasileiros foram assassinados na Jihad porque eram infiéis cristãos. As charges dinamarquesas não são, pois, blasfêmias contra o Islã, são protestos contra a chacina de milhares de inocentes em nome do profeta. O assassinato dos brasileiros prova e comprova a verdade revelada nos desenhos escandinavos.

* Marx Golgher - Médico e ex-presidente Federeração Israelita de Minas Gerais

judeu

segunda-feira, março 13

Morre Valfrido Pilotto, um homem que fez história

Escritor vivia no litoral e estava com 103 anos

Morreu o advogado, jornalista, escritor, ensaísta, poeta historiador e filósofo Valfrido Pilotto. Com 103 anos de idade, Pilotto morreu, nesta sexta-feira, em Matinhos, no litoral paranaense, onde morava com a família. Ele foi velado e o sepultamento foi neste sábado, às 10 horas, no Cemitério Municipal. Pilotto deixa a filha Maria Lúcia Pilotto Rodrigues, de 70 anos.

“Um dos grandes escritores que o Paraná teve. Era afável, jovial. É uma perda irrecuperável para o Paraná”, declara o presidente da Academia Paranaense de Letras, Túlio Vargas. “Vou lembrar dele como grande estudioso do Paraná”, afirma o único irmão vivo, Luís Pilotto, de 84 anos. “A imagem que tenho dele é de um eterno apaixonado pelo Paraná, pela literatura, pela história, um intelecutal”, diz o sobrinho Cláudio Pilotto, de 55 anos.

Vida

Pilotto nasceu em 23 de abril de 1903, em Dorizon, Região Centro-Sul do Paraná. Teve uma longa carreira como advogado e ocupou funções importantes na área. Foi delegado de polícia e secretário interino dos Negócios da Segurança Pública. Em 1930, ganhou notoriedade, como tribuno da Revolução Liberal em Curitiba.

Publicou sua primeira obra em 1935, sob o título de “Humilde”. Depois, não parou mais. Editou em média um livro por ano, deixando a herança de mais de 50 obras publicadas. Obteve grande repercussão como colaborador da Gazeta do Povo por meio de suas crônicas e contos. Exerceu, além disso, a presidência do Centro de Letras e da Academia Paranaense de Letras, insituição que foi fundada por ele e onde ocupava a cadeira número um. Era polígrafo, ou seja, escreveu sobre os mais diversos assuntos: filosofia, política, história, literatura, entre outros. Mais tarde, assumiu uma postura mais espiritualista.

Nos anos 30, quando delegado, Valfrido mostrou-se preocupado com as prisões arbitrárias contra judeus e líderes sindicais que vinham ocorrendo sob a tolerância do então chefe de polícia, José Mehry, antigo colega de faculdade. Como Valfrido não desejava denunciar o fato diretamente, usou de um estratagema. Pediu ao jornalista Caio Machado, editor de “O Dia”, que o criticasse como responsável pelas arbitrariedades cometidas. Valfrido assumiu uma culpa que não era sua, mas com o objetivo maior de fazer com que o interventor, Manuel Ribas, determinasse a libertação dos presos imediatamente.

Em abril de 1964, Valfrido também foi responsável por evitar que 56 pessoas do Norte do estado presas injustamente ficassem na Penitenciária do Ahu.

Themys Cabral - Gazeta do Povo
judeu

domingo, março 12

Milosevic - o homem sem religião

Milosevic está morto. Após todos estes anos da Guerra do Bálcãs a mídia ocidental não mudou absolutamente nada, no Brasil e no mundo, prestando um serviço de desinformação intencional. O discurso falso de 20 anos atrás continua impregnado até hoje, mesmo que jornalistas e editores sejam outros. Ninguém aprendeu nada!

Para Milosevic e os sérvios foi criada uma nova religião. Milosevic é um "ortodoxo". Não um cristão ortodoxo. E esses "ortodoxos" atacaram croatas (sem religião) e muçulmanos (sem nacionalidade, mesmo sendo da Bósnia). A visão cristã não ortodoxa de se distanciar dos conflitos por motivação religiosa é lamentável. Com esse distanciamento praticamente ninguém entende por que o outro lado, os muçulmanos, estão em guerra santa: afinal, "santa contra quem, se nós não fazemos nada"?

Na ex-Iugoslávia cristãos ortodoxos massacraram muçulmanos bósnios e no Líbano cristãos ortodoxos entraram em guerra contra muçulmanos libaneses e palestinos. Na Chechênia e outros "quistões" ex-soviéticos, o renascimento do islã e do cristianismo ortodoxo levou a uma convivência pela espada após a queda do comunismo. Mas na mídia o caráter cristão é removido. Como também sempre é removida a intervenção americana e alemã (onde não há cristãos ortodoxos) em favor dos muçulmanos bósnios e não ao lado dos sérvios cristãos como deveria ser esperado. Quem apoiou os cristãos ortodoxos no Líbano foi Israel, mesmo que seus próprios cristãos ortodoxos sejam alinhados abertamente com os palestinos e na época participavam de um dos grupos terroristas: a FPLP – Frente Popular para Libertação da Palestina.

A Guerra dos Bálcãs foi um acerto de contas regional aguardado desde a Segunda Guerra Mundial. Não custa lembrar que a Primeira Guerra Mundial também começou ali, quando o arquiduque Ferdinando, da Áustria (Império Austro-Húngaro) foi morto em Sarajevo, num atentado atribuído à "anarquistas". Por ali ficava a linha de frente estática da disputa pela Europa entre o Império Turco-Otomano (800 anos de conflito), e o Austro-Húngaro junto aos outros estados europeus. Na verdade, perdendo a Primeira Guerra junto com a Alemanha, os turcos perderam todas as suas possessões, incluindo aí todo o Oriente Médio, retalhado no mapa entre Inglaterra e França, apesar da França não ter "ganho" a Primeira Guerra, nem a Segunda: perdeu as duas e foi salva por Inglaterra e depois Estados Unidos.

Na Segunda Guerra, foi na Iugoslávia que o al-Husseini, o mufti de Jerusalém e tio de Yasser Arafat, recrutou e formou a brigada muçulmana da SS (veja foto ao lado, de um jornal da SS de 1943).

Na Iugoslávia dos anos 40, os muçulmanos usavam a suástica em seus uniformes e além dos judeus, os cristãos ortodoxos sérvios foram perseguidos e massacrados, pelos descendentes do Império Turco-Otomano que ainda estavam por lá, em Montenegro e na Albânia. Em contraposição a guerrilha do general Tito, de caráter comunista, lutou durante toda a Segunda Guerra contra alemães e bósnios. Nessa guerrilha, alinhavam basicamente sérvios cristãos ortodoxos e judeus, que possuiam unidades e batalhões inteiros, tendo fornecido comandantes para outras unidades não compostas por judeus. A resistência judaica na Segunda Guerra se reveste de um caráter especial na Iugoslávia pois a luta era contra muçulmanos nazistas, única unidade alemã a qual foi permitido o uso de um uniforme diferenciado com o barrete turco vermelho.

judeu

MP quer acordo com Google contra crimes no Orkut

Fabiana Parajara - Globo Online - 10/mar/2006

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal de São Paulo apresentou nesta sexta-feira aos responsáveis pelo Google no Brasil um termo de cooperação para coibir crimes praticados por meio do site de relacionamento Orkut. O mesmo termo já foi assinado por grandes provedores brasileiros, que se comprometem a tirar do ar, mas conservar as provas, páginas usadas para distribuição de pornografia infantil, tráfico de entorpecentes e crimes de ódio, como racismo.

De acordo com o procurador da República, Sérgio Suiama, os representantes do Google foram intimados pelo Ministério Público a prestar esclarecimentos, na tarde desta sexta-feira, sobre esses tipos de crime porque não respondiam as tentativas de contato. Segundo Suiama, foi mostrado à empresa um relatório detalhado de vários crimes cometidos por meio do Orkut. O relatório foi preparado pela ONG Safernet.

- Lembrei ao diretor-geral da Google, Alexandre Hohagen, que ele pode ser responsabilizado civil e criminalmente pelos crimes, por hospedar páginas com pornografia infantil, racistas, entre outros - afirma Suiama.

O procurador afirma que a empresa pediu alguns dias para consultar a matriz, nos Estados Unidos, e dizer se aceita assinar o termo de cooperação.

- A maioria dos usuários do Orkut é brasileira e acredito que a empresa deve ter responsabilidade social com o país. De qualquer forma, se a empresa não se manifestar em uma semana, vamos pedir à Justiça a quebra de sigilo dos autores das páginas denunciadas - afirma Suiama.

O Orkut mantém um serviço de denúncia para páginas fantasmas e criminosas. De acordo com a empresa, ao ser denunciada, a página é tirada do ar. O Ministério Público entrou em acordo com a Safernet, para que a ONG recolha as denúncias de crimes ocorridos por meio da internet. O endereço para denúncia é www.denunciar.org.br .

obs mji: em termos de coibir a propaganda racista e anti-semita além de outros crimes, um protocolo destes tem um grau de eficiência, mas o Orkut nos deu uma visão do que andava escondido na sociedade brasileira: os racistas e nazistas mostraram a cara, os nomes, os endereços de email, seus telefones, sua localização e suas convicções de forma pública e aberta para quem quiser ver e acreditar. A maioria das pessoas acha que o Orkut é o único sistema de relacionamento deste tipo e que impedindo o racismo e a pornografia nele acaba-se com o racismo e a pornografia. É óbvio que não.

Muitas comunidades nazistas expulsas do Orkut estão em outros provedores semelhantes, ao que consta mais de 14 brasileiros e mais de 300 em todo o mundo. Expulsar alguém do Orkut significa apenas motivar esta pessoa ou comunidade a ir para um local mais protegido e continuar com suas atividades criminosas. Esse foi exatamente o caso dos sites nazistas brasileiros (somente) expulsos do provedor argentino www.libreopinion.com - mesmo 3 meses antes da expulsão, o www.valhalla88.com já estava de malas prontas para se mudar para os Estados Unidos onde permanece muito ativo e intocável.

Não sou advogado. Sou jornalista. Mas não consigo ver dentro do Direito e do combate ao crime, nenhuma atitude policial do tipo: "você está cometendo um crime aqui. Aqui não pode. Saia daqui e vá cometer o crime em outro lugar". É exatamente isso que se faz e que se pretende incrementar na internet. Esta errado! Se alguém é identificado cometendo crime no Orkut ou semelhantes, como os previstos na legislação anti-racista brasileira, ele deve ser processado pelo ministério público e não instado a se mudar de provedor de serviço para se instalar em local onde o que faz não é crime. Se é complicado para o ministério público sair correndo e processando mais de 35 mil pessoas envolvidas como autores e simpatizantes de comunidades racistas e anti-semitas apenas no Orkut, aí é outra história...

Se a Google não se importa em estabelecer a censura pedida pelas leis chinesas, proibindo até mesmo pesquisas de palavras chaves ligadas à liberdade e democracia, qual é o problema de seguir as leis brasileiras? Resta ainda um problema. Não se pode filtrar os usuários do Orkut pelos países que eles colocam nos seus perfís, pois a maior parte dos usuários coloca dados incorretos, até porque existe um loop de atraso da Google para todos os usuários que colocam como país de origem Brasil ou Iraque (isso é amplamente divulgado nos foruns de discussão sobre o sistema).

judeu