sexta-feira, março 25

Propaganda Nazista na Web vai Dando Frutos

South Park Não é de hoje que a série de desenhos animados South Park dá umas cutucadas nos judeus. Na cidade onde se passa a história existe apenas uma família judaica e as contradições dela com as outras são sempre expostas. Existe um personagem racista, o gorducho Cartman, herói para muitas crianças e adolescentes. Em quase todos os episódios o racismo de Cartman é evidenciado e suas falas contra judeus são bem conhecidas. Por incrível que pareça existem muitos judeus que curtem o Cartman e isso é a demonstração de como a propaganda racista vai incutindo seus valores nas pessoas. No episódio que foi ao ar ontem (26/mar/2005) pelo canal 42 da NET, Cartman se finge de robô para afanar uma fita de vídeo em poder de seu amigo Butters. As falas racistas são na maioria das vezes totalmente irrelevantes ao contexto da história, como foi esse caso. A mãe de Butters diz que eles vão para Los Angeles e pergunta para a mãe de Cartman, se o gorduho pode ir com eles. A resposta foi a seguinte: “Bem, não sei. É que ele está de castigo porque queria exterminar os judeus na semana passada”. Sem mais nem menos, simplesmente isso. Cartman, o personagem principal, o ídolo de milhões de crianças e jovens, fica de castigo (mas não cumpre) por querer exterminar os judeus e tudo bem. Isso é passado como mensagem positiva e entra na cabeça de quem assiste o programa. Tem gente que se preocupa quando uma suástica fora de contexto aparece numa foto num jornal ou num desenho animado oriental. Cartman é MUITO PIOR. No Messenger Em outra frente, os nazistas possuem suas bugigangas na Internet que vão muito além de seus símbolos tradicionais. Encontramos no “I Love My Messenger” uma imagem de visualização nazista: nada menos que os Teletubies, cada um com uma suástica preta dentro de um círculo branco no peito. Pessoalmente não creio que um nazi adulto use os Teletubies. Isso deve ser para os nazis mais novos. Winamp

Existe um player de MP3 e vídeo para o computador, muito divulgado, utilizado e gratuito chamado Winamp. Se você não usa, deve conhecer alguém que usa. Em um dos sites nazistas brasileiros que foi recentemente retirado do ar na Argentina havia duas “skins” (visualizações) nazi para os players, para que os nazistas se sintam à vontade ouvindo suas músicas de rock racista contra judeus, negros e nordestinos.

Índios Nazistas

Nestes últimos dias ficou evidenciada a vinculação nazi do indiozinho adolescente nos EUA, o “Anjo da Morte” que matou um monte de gente em sua escola e depois cometeu suicídio. A personalidade dele foi construída pelo acesso à informação distorcida na Internet. Ele, índio, morando numa reserva, achava que os índios eram uma sub-raça e devia ser exterminada.

O pessoal do White Power deve ter feito uma placa em homenagem ao garoto, vítima da propaganda que nada tem de virtual, que além de matar e ferir outros de suas própria etnia, consolidou o extermínio pelo suicídio.

Em 2003, publicamos uma matéria que não caiu bem sobre um chefe de tribo indígena no Canadá que tinha sido processado e condenado por propaganda nazista e negação do Holocausto. Agora as coisas começam a se encaixar?

Existe ainda o caso do professor universitário norte-americano Ward Churchill, que deixou o cabelo crescer até abaixo dos ombros e forma seus alunos no ódio aos judeus dentro da Universidade de Colúmbia. Organiza palestras de negação do Holocausto e sobre como os judeus e americanos exterminaram os alemães, fazendo um paralelo com seus ancestrais indígenas. Churchill alega a liberdade de expressão e afirma ser “nativo-americano” por ter “10% de sangue índio” como ele mesmo gosta de falar.

Ward Churchill é apresentado como "um dos pensadores mais instigantes da atualizadade americana"

Na sua retórica livre, também culpa os judeus pelo extermínio dos índios na América do Norte. Atacado por diversas frentes de direitos humanos, não só manteve o emprego, como levou à demissão do reitor da Universidade que não conseguiu convencer o Conselho de Colúmbia a demitir o racista, agora mais forte que nunca para pregar e influenciar seus alunos e ouvintes no ódio aos judeus.