quarta-feira, julho 13

Supresa - terroristas eram ingleses

Nos mais diversos noticiários está estampado o espanto de jornalistas e cidadãos britânicos com as declarações da polícia londrina afirmando que já identificou os autores do ataque, que o ataque foi suicida e que os envolvidos são jovens ingleses muçulmanos.

Ontem a noite vários analistas tentavam entender o que leva o inglês que não possui nenhum componente de má educação formal ou pobreza agregado à sua vida (as desculpas utilizadas para cidadãos de outros povos), a se tornar um homem-bomba suicida na capital de seu país, despresando o seu futuro. Procuram explicações psicológicas e políticas. Não vão encontrar. Enquanto o "lado de cá" não ouvir o que "o lado de lá" fala: "essa é uma guerra religiosa contra os cruzados sionistas" nenhuma resposta será achada. O cunho é puramente religioso. Não há discussão em mesa política que resolva.

A mídia e os britânicos estão esquecendo que estes quatro não são os primeiros homens-bomba ingleses. Existe o "homem do sapato-bomba" que ia abater o avião em que viajava, mas não conseguiu acender o pavio. Houve os outros dois jovens ingleses que atacaram, em 2004, um pub inglês na praia de Tel Aviv: um deles se explodiu e a bomba do outro falhou e ele fugiu, sendo encontrado algum tempo depois. Portanto, já são sete ingleses dispostos ao suicídio contra judeus e contra cidadãos indiscriminados. Não pode haver o clima de surpresa, mas de constatação.

A coisa que mais me revoltou pessoalmente foi ver na TV as diversas cerimônias em mesquitas e centros culturais espalhados pela Inglaterra, onde membros das diversas igrejas e rabinos foram hipotecar sua solidarieade com a comunidade muçulmana, colocando, antecipadamente o rótulo de inocentes, antes do caso ser esclarecido. Quantas vezes muçulmanos foram à igrejas ou sinagogas mostrar seu pesar pelos ataques contra judeus e cristãos feitos por seus radicais? Quantas vezes foram se desculpar por "bin ladens" e assemalhados? Por que nós temos que hipotecar nossa solidariedade com as comunidades que geram, financiam e acobertam nossos algozes?

Se os muçulmanos querem fazer alguma coisa, que corram atrás de seus sheiks incentivadores da interpretação literal do Corão e dos financiadores dos terroristas em suas comunidades. Mas o que vem destes líderes é apenas aquele papo: "O Islã respeita todas as religiões", "O Islã prega a paz e o amor entre todos" e "Não há nada no Corão que incentive os terroristas". Então, vou mostrar apenas duas passagens do Corão. Nenhuma delas está entre as dezenas que menosprezam e ridicularizam os judeus ou os cristãos e que pretende mandá-los ao inferno.

A primeira passagem está no capítulo de "Maria" (Maryam) e é o que justifica o terrorismo: 19:86 - E nós devemos levar os pecadores ao inferno, como se leva o gado sedento para a água.

A segunda diz que os extremistas talibans ou da Al Qaeda e os terroristas iraquianos vão para o inferno, mas parecem ignorar esta aqui. É muito difrente matar um infiél e ir ao paraíso ou matar ou muçulmano.

An-Nisa

4.93 - Se um homem mata um crente (muçulmano) INTENCIONALMENTE, sua recompensa é o inferno, onde vai morar para sempre. E a ira e a maldição de Deus está sobre ele e penalidades terríveis estão preparadas para ele.