quarta-feira, agosto 17

1000 guerrilheiros da OLP vão para Gaza

O governo libanês impôs restrições severas aos movimentos dos refugiados palestinos no Líbano tentando forçá-los a abandonar o país e acusa os palestinos de terem transformado seus campos em abrigos para várias milícias armadas que ameaçam a segurança nacional do país. Abbas Zaki, membro do conselho central da Fatah esteve em Beirute negociando a imigração de 1.000 homens armados da OLP junto com outros milhares de refugiados para Gaza, após a retirada de Israel.

Zaki é o encarregado do ramo palestino no Líbano e afirma que há 400.000 palestinos por lá. Segundo ele, Israel não tem base para impedir esse movimento e imigração. Zaki ainda declarou em Beirute que a OLP está planejando trazer seus homens armados não só do Líbano mas também da Jordânia e da Síria.

Numa outra declaração Zaki disse: "Quando nós controlarmos Gaza nós vamos abrir nossas fronteiras", acrescentando que os refugiados no Líbano devem ter precedência sobre os de outros lugares. Zaki também rejeita a exigência do governo libanês para o desarmamento dos refugiados com o argumento de que "suas armas são essenciais para a proteção dos refugiados". "Se o exército de Israel ou qualquer inimigo do Líbano invadir os campos, os palestinos vão retaliar. O Líbano não possui armamento para se defender contra qualquer ataque de Israel. A resistência nacional é a única força capaz de defender o Líbano e forçar a retirada de Israel". Também foi discutida a reabertura da embaixada da OLP em Beirute.

*Hoje Gaza amanhã Jerusalém*

Menos de 3 dias depois de pedir aos palestinos para conterem comemorações excessivas pela retirada de Israel da Faixa de Gaza, Mahmoud Abbas, presidindo uma grande celebração na cidade de Gaza na sexta-feira (13/agosto) declarou: "Hoje nós estamos celebrando a libertação de Gaza e do nordeste da Cisjordânia; amanhã nós vamos celebrar a libertação de Jerusalem".