segunda-feira, agosto 1

KKK Parte para cima dehispânicos

O movimento “Minuteman” de defesa da fronteira sul nos Estados Unidos ganhou um incômodo aliado: a Ku Klux Klan e seu séqüito de subordens e grupos do White Power.

Ocupando um espaço que o governo americano através das diversas agências policiais e militares não consegue ocupar, os Minuteman pretendem impedir a enxurrada de milhões de imigrantes ilegais que atravessam a pé do México para os EUA. Apesar de portarem armas de fogo, não podem usá-las para ameaçar nenhum imigrante e muito menos atirar em alguém, pois estarão cometendo homicídio em primeiro grau. Na maioria dos estados do sul dos EUA o porte de arma à vista das outras pessoas é permitido e independe de autorização. Apenas o porte de arma oculta é que precisa de licença.

Evidentemente os Minuteman vão conseguir muita mídia e pouco efeito. Sobrou um espaço. O que fazer com os ilegais? A KKK tem a solução. Se está mais complicado perseguir negros e judeus, que se persiga os “hispânicos”, generalização feita para todos os latino-americanos, inclusive para os brasileiros. A mesma parte da lógica que leva os fundamentalistas islâmicos a atacar em qualquer ponto, pode levar a KKK a encontrar alvos em qualquer lugar.

Agora no final de junho Daniel Schertz, 27, ex-membro da Klan, foi indiciado por fabricar e vender para outros membros, cinco “bombas-de-cano”, com a qual lucrou 750 dólares, para serem usadas contra “alvos hispânicos”. Justificando as ações, o dirigente da Klan na Geórgia, Billy Jeffery, disse que “Os negros lutaram pelos seus direitos civis. Esses imigrantes ilegais estão vindo para cá e recebendo tudo de mãos beijadas”.

Os crimes de ódio contra “hispânicos” podem ser traçados desde meados dos anos 90 e estão aumentando. Seu registro é complicado, pois sendo ilegais no país, não procuram a polícia para dar queixa e não possuem organizações sociais que façam isso por eles. Não há estatística, mas uma sensação de que os crimes estão aumentando.

Os números da imigração ilegal são impressionantes e estão mudando completamente a característica populacional de vários estados americanos. Muitos políticos apostam nessa mudança para serem eleitos, portanto, apóiam a legalização dos ilegais. E são exatamente nos estados, bastiões do racismo sulista, onde a bandeira Confederada ainda tremula por todos os cantos que os imigrantes vão ficando, sem conseguir entrar mais para dentro do país. Nos últimos 10 anos a população de origem hispânica aumentou 337% no Arkansas, 300% na Geórgia, 278% no Tenessee e 211% na Carolina do Sul.