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40% dos sobreviventes do Holocausto em Israel vivem na pobreza

Essa notícia divulgada por agências internacionais precisa de uma explicação, senão é entendida totalmente fora do contexto. Têm direito à indenização, os sobreviventes do Holocausto que foram prisioneiros de campos de concentração ou de trabalho escravo na Alemanha ou em territórios ocupados por ela na Segunda Guerra Mundial. Os soviéticos judeus que voltaram para a União Soviética após o conflito, mesmo tendo estado nos campos, nunca puderam dar entrada nos pedidos de indenização, pois isso era "coisa capitalista". Qualquer um, que mesmo tendo estado nos campos, tenha lutado, pego em armas, contra os alemães, não tem direito à indenização. Portanto, soldados, guerrilheiros e partisans, não são considerados como "sobreviventes do Holocausto". São apenas miltiares que sobreviveram à guerra.

Folha Online - 29/12/2005 - 18h19

Cerca de 40% dos sobreviventes do Holocausto que moram hoje em Israel vivem abaixo da linha da pobreza, disse a Rádio de Israel nesta quinta-feira.

Em 2005, relata o site do jornal "Haaretz", que reproduziu a reportagem, haviam aproximadamente 400 mil sobreviventes registrados no país. Zeev Facto r, presidente do Fundo de Auxílio aos Sobreviventes do Holocausto, afirmou à emissora que 170 mil encontram-se em situações precárias.

Segundo Factor, esse grupo inclui pessoas que chegaram a Israel nos últimos dez anos vindo de países do bloco soviético. Ele ressalta que são idosos, já que os mais jovens tinham 65 anos quando chegarem à região.

Ainda de acordo com Factor, essas 170 mil pessoas vivem com cerca de 1.800 novos shekels por mês (cerca de US$ 255) e apresentam graves problemas de saúde. "Nosso dinheiro está acabando", afirmou ele, cujo fundo que administra financia programas de assistência médica e asilos.

Na entrevista à Rádio, Factor ressaltou que esse grupo de judeus que vive abaixo da linha da pobreza é diferente do que emigrou para Israel logo após a Segunda Guerra, fugindo do genocídio nazista, e que hoje recebe indenizações de países como a Alemanha, a Áustria e a Suíça.

"Estes sobreviventes não são ajudados com nenhum tipo de pens ão, seja de alemães seja de autoridades israelenses", disse Factor. Segundo ele, o governo programava gastar em 2005 US$ 3 milhões com o problema, mas só aprovou o gasto de metade dessa quantia.