segunda-feira, abril 10

Um fim-de-semana no Oriente Médio

Não tenho dúvida de que você assistiu os noticiários de TV de quinta-feira para cá, leu algumas notícias de jornal e deu uma passada pela internet. Não uso esta coluna para desabafar, mas gostaria de compartilhar minha indignação com você.

Foram quatro dias de noticiário policial: Israel atacou Gaza com foguetes 1, Israel atacou Gaza com foguetes 2 e Israel atacou Gaza com foguetes 3. Sempre junto, vinha o texto, também indignado, dos jornalistas dos canais brasileiros, americanos, ingleses, espanhóis, franceses e portugueses sobre o ABSURDO dos Estados Unidos e União Européia pararem de financiar a Autoridade Palestina sob o controle do Hamas.

Nem uma só linha. Nem uma só frase sobre os países árabes produtores de petróleo passarem a enviar 50 milhões de dólares por mês para a AP. Quando se fala de "bias", de mídia tendenciosa, esse é um grande exemplo. Essa ajuda árabe está sendo omitida da população ocidental, da mesma forma que a ajuda americana e européia foram omitidas durante décadas. O discurso sempre era: "os Estado Unidos financiam Israel". Mas sempre financiaram os palestinos também, seja diretamente ou indiretamente através dos fundos de ajuda humanitária da ONU, praticamente bancados na íntegra pelos EUA, bancando a fraude internacional chamada de "campos de refugiados", mesmo sendo cidades completas.

Aqui cabe uma explicação. Pela ONU, populações que vivem em "campos de refugiados", têm direito à receber ajuda humanitária dos diversos organismos da ONU e de nações que queiram fazer. Ao perder o status de "campo de refugiados" as cidades palestinas perderiam o direito à essa ajuda, por isso permanecem neste status mesmo não sendo "campos".

Agora que a ajuda americana/euroéia vai terminar, canais como a CNN mostram alguns segundos de imagens de placas de obras em Gaza, carcomidas pela ferrugem, com a bandeira americana, ou as estrelas européias, mostrando quem está pagando o quê por lá. Mas são usadas para mostrar o absurdo que é interromper essas obras, quando nunca foram usadas para mostrar que essas obras existiam...

Neste fim-de-semana também não se falou um "ai" sobre a história principal que é o Hamas pretender implantar a sharia para todos os palestinos, pois é muito mais importante mostrar uma massa histérica correndo pelas ruas com o corpo de um menino de cinco anos, vítima infeliz de um ataque contra um carro que levava terroristas do Jihad Islâmico. Mas é infeliz mesmo, ou é massa de manobra educado para o ódio?

Assista este vídeo de 2002 (legendas em inglês) da TV da Arábia Saudita, com a entrevista de uma doce menininha de 3 anos de idade que possui a visão peculiar sobre os judeus que lhe ensinaram e é mostrada como exemplo no mundo árabe. Não há violência neste vídeo, apenas as doces palavras de uma menininha... E a apresentadora explicando que é assim que se educa a próxima geração de muçulmanos. (você pode clicar com o botão direito e "salvar destino como" para guardar essa preciosidade de demonstração de amor e tolerância no islã)

A sharia vem aí. E a mídia se cala. Semanas atrás o parlamento palestino, já controlado pelo Hamas anulou todas as deliberações políticas aprovadas pela OLP e válidas dentro do processo de paz e outras negociações. E a mídia se calou. Está sendo passada uma imagem de que o Hamas no poder é "culpa" da política israelense e não se fala nada sobre a política do Kadima de devolver o mais rápido possível a Cisjordânia e tentar acabar com essa situação aparentemente sem solução. Sabe qual será o primeiro assentamento a ser devolvido na nova fase? Exatamente Kedumin, alvo do terrorista palestino que assassinou Helena Halevy, seu marido e mais dois jovens.

Neste fim-de-semana, um dos convidados de William Wack no Globonews Painel, foi o professor Hilu da UFF, portanto um barba estilo Hamas, disse que a retirada unilateral da Faixa de Gaza foi uma agressão que não vai levar a nada. Disse que Israel tem que negociar com quem estiver no poder na "Palestina", não importando a facção. Disse que o Hamas não pode ser responsabilizado por ataques feitos por palestinos contra a ocupação ilegal. Disse que o reconhecimento da existência de Israel pelo Hamas não pode ser a primeira condição para a negociação, e sim deve ser o resultado final da negociação...

Vão aqui também nossos votos de parabéns ao cartunista racista, anti-americano, anti-israelense e anti-semita, o carioca Carlos Latuff que acabou de ser homenageado pelo Sindicato dos Tarabalhadores da Universidade Federal Fluminense, a mesma do professor Hilu, na última edição de março (248) do Jornal SINTUFF.

judeu