segunda-feira, maio 8

NAZISMO NO MEIO ESTUDANTIL EM SANTA CATARINA

Estudantes gaúchos que participaram do VIII Encontro Regional de Estudantes de História (VIII EREH Sul), nos dias 21, 22 e 23 de abril, em Joinville, Santa Catarina, denunciam que, nesse encontro, no qual se reuniam mais de 100 estudantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, desde o seu início foi percebida a presença de estudantes neonazistas, um deles com uma suástica tatuada no peito e utilizando cadarços brancos nas botas.

Esses estudantes se declararam seguidores do nazismo, o que causou grande desconforto entre os participantes do encontro, em especial por causa das provocações, como as saudações nazistas com o braço levantado (Heil Hitler). Em função da presença desses neonazistas no encontro, os participantes do mesmo redigiram uma proposta de resolução para ser votada na plenária final.

Para surpresa geral, uma parte significativa dos participantes defendeu a presença dos estudantes neonazistas.

Para o editor de Videversus isto não é nenhuma novidade. Em muitas universidades de Santa Catarina estes grupos nazistas estão em plena atividade .


Em Joinville, os estudantes da Univille, organizadores do encontro, foram coniventes com a presença desses neonazistas e os defenderam durante a plenária final do encontro.

A denúncia é assinada pelos estudantes gaúchos Anelice Bernardes, Daiane Marçal, Paulo Guadagnin e Tiago Maciel. É conveniente que a Polícia Federal passe a proteger estes estudantes e que abra uma investigação em profundidade sobre a atuação de grupos nazistas em universidades catarinenses.

Devem ser investigados também grupos nazistas compostos de professores em algumas das instituições educacionais catarinenses de terceiro grau. O Brasil vai ficar estarrecido quando for concluída a investigação. Os estudantes gaúchos que fizeram a denúncia sobre a complacência da Univille com o neonazismo dizem que tornaram tudo público para evitar que ocorra qualquer tentativa de presença dos neonazista s no Encontro Gaúcho de Estudantes de História, que acontecerá no dias 21, 22 e 23 de julho, no campus do vale da Ufrgs, e que terá como tema a abertura dos arquivos da ditadura, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça. Esses estudantes gaúchos são muito valorosos. Eles dão esperança de que as coisas não estão perdidas no Brasil. Mas a Polícia Federal precisa se mexer. O sistema educacional catarinense, em algumas regiões, está minado pelo nazismo.

Jornalista Vitor Vieira

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www.videversus.com.br 04.05.2006